Vacina é coisa séria. Entrevista Dr. Hamilton Fogaça



“Não é concebível hoje termos doenças do século passado pelo simples capricho ou irresponsabilidade”

Entrevista a Manoel Fernandes Neto

Médico pediatra e diretor da Vacinas Santa Catarina, empresa fundada há mais de 20 anos em Blumenau, Dr. Hamilton Fogaça fala nesta entrevista sobre o momento atual no Brasil, com a volta de doenças que estavam erradicadas. Fala também sobre a atuação de órgãos governamentais, da nova rotina das pessoas que viajam para o exterior e sobre o movimento antivacinação. “Não é concebível hoje termos doenças do século passado pelo simples capricho ou irresponsabilidade”, diz. No entanto, mesmo com a situação atual, o médico é otimista: “Países desenvolvidos não tem doenças preveníveis com vacinas. Esperamos que as futuras gerações de nosso país alcancem esse patamar.”

Acompanhe a entrevista na íntegra, abaixo:

Graças às vacinas, doenças terríveis e altamente contagiosas foram quase erradicadas. Como a área médica está encarando e lidando com o desafio do retorno de algumas dessas doenças?

Com muita atenção, pois neste mundo globalizado o país vizinho pode trazer perigo, pois se meus vizinhos se cuidarem eu estarei protegido, caso contrário tenho de me proteger ao visitá-lo. Ou seja, antes de viajarmos ao exterior, teremos que saber que doenças infectocontagiosas existem nas cidades a serem visitadas e verificar se estou protegido por vacina e essas informações devem ser oferecidas principalmente pelos médicos dos sistemas público e privado que atuam nos municípios de origem ou no site dos locais a serem visitados .

” Cremos que no futuro teremos outras vacinas que irão modificar mais ainda o perfil de doenças da população. Países desenvolvidos não têm doenças preveníveis com vacinas.” Dr. Hamilton Fogaça

Como o senhor enxerga a atuação de órgãos governamentais no tocante à vacinação?

Cabe aos governantes investirem em ações básicas de saúde e em medidas educativas pois um povo esclarecido passará a cuidar mais de sua saúde. A vacinação é uma ação básica, pois se voltarmos 20 anos veremos que nossa população tem mudado seu perfil de doenças desde que foram implantadas medidas protetivas com vacinas. Aqui, vale um esclarecimento sobre as campanhas de vacinações que acontecem anualmente. Nesse dia, estaremos protegendo as pessoas que se vacinam com um agente conhecido não prejudicial à saúde que irá impedir que vírus selvagens prejudicais a saúde possam se multiplicar. A consequência é a erradicação destas doenças.

Como o senhor analisa o Movimento Antivacinação?

Vejo com muita preocupação, pois todos sabem que os riscos de contrair a doença são enormes. Vivemos em uma sociedade onde os direitos são iguais, o meu vizinho não pode ficar em risco por minha causa, uma vez que eu poderei pegar uma doença que tem medidas protetivas com vacinas. Não é concebível no mundo atual termos doenças do século passado pelo simples capricho ou irresponsabilidade, que poderá determinar epidemias desastrosas e um retrocesso no século em que vivemos.

Fale-nos um pouco da Vacinas Santa Catarina e a visão de futuro da empresa.

Enquanto empresa, estamos focados em disponibilizar o que existe no mercado para proteger as pessoas: do recém-nascido ao adulto, no intuito de contribuir com a melhora da assistência à saúde de todas as faixas etárias. Desde a inauguração, há mais de 20 anos, estivemos à frente na oferta de um produto e de uma qualidade de assistência, pensando no bem estar de toda família. Cremos que no futuro teremos outras vacinas que irão modificar mais ainda o perfil de doenças da população. Países desenvolvidos não têm doenças preveníveis com vacinas. Esperamos que as futuras gerações de nosso país alcancem este patamar e com certeza nossa empresa estará junto de todos.

Acesse:
https://vacinassantacatarina.com.br/

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