Eu já fui homofóbica, por Gica Trierweiler Yabu



por Gica Trierweiler Yabu

Meu nome é Gica e eu já fui homofóbica. Já ri de piadinhas (você sabe de que tipo de piada eu tô falando), já julguei alguém ser menos por ser gay, já pensei “que nojo!” e “que errado!”. Tudo isso eu já fiz. Até que.

Pá. Não fui mais homofóbica e continuo não sendo. Ativamente, deixei a razão tomar conta desse assunto ao invés da emoção e do instinto. Claro: nossa reação automática é condenar e excluir os diferentes, então, amigo, não há nada de mau em ter o coração invadido por “que nojo!” ou “que errado!”. O problema é sentir isso E NÃO CORRIGIR A ROTA.

A gente pre-ci-sa ser maior que uma convenção social/religiosa/Xxxxx que diz que o certo é menino e menina e ponto final. Sério, galera. A gente precisa porque tem gente morrendo por isso. Apanhando, sofrendo, chorando, suicidando e mais uma porção de outros gerúndios que me arrepiam a alma. A gente precisa porque quem o outro ama não é da nossa conta.

E aí você percebe no coração essa mudança. Agora sinto “que lindo!” toda vez que vejo ou penso a respeito, feliz por ver ali duas pessoas vivendo uma relação de reciprocidade, do mesmo jeito que eu – XX – e meu marido – XY – temos. Confesso que às vezes penso “que difícil!” quando me dou conta do tanto que esse pessoal sofre apenas por amar diferente. E é por isso também que meu coração está com eles.

Então hoje eu te convido a pensar um pouquinho nisso. A assumir e analisar seu preconceito. A trazer ele pra luz e entender até onde vão as convenções e a razão. Você vai ver que esse piloto automático pode ter ido longe demais e que você passou um tempão apenas replicando coisas que outras pessoas entoam como certo.

Meu nome é Gica e sou ex-homofóbica. E, como curada, te convido a percorrer esse caminho com segurança: ao ser empático com gays, você não vira gay. Super dá pra ser respeitoso com gays e continuar sendo hétero.

Postado originalmente: http://bit.ly/27zeJog

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