Um tributo a Jean Seberg



[ Celso Lima] Os EUA nunca perdoaram sua coragem.

Outra estória para novembro: solidária e comprometida com a luta dos negros pelos direitos civis nos EUA, a atriz Jean Seberg foi linchada publicamente pelo seu apoio aos “Panteras Negras”, numa campanha sórdida orquestrada pelo FBI.

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Seberg estava então casada com o escritor Romain Gary, de quem esperava um filho. Para difama-la, o FBI divulgou informações para a midia e estúdios de que a criança seria de um dos lideres do grupo “Panteras Negras”.

Seberg, cuja saude emocional era frágil, teve sua carreira encerrada e passou a ser vigiada. Sua filha nasceu morta, e ela a sepultou em um esquife de cristal, para que todos vissem que era branca.

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Anos depois, seu corpo sem vida foi encontrado nu em um automóvel, em Paris, no dia 30 de Agosto de 1979. Tinha apenas 40 anos. Seu marido Romain Gary se deu um tiro na cabeça um ano depois. Os EUA nunca perdoaram sua coragem.

 

14291_1376493886008427_8194862006778621442_nCelso Lima, iniciou sua carreira como ilustrador para revistas (Veja, IstoÉ, Placar) e jornais “O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo). Em 1991, começou pesquisa e produção de estamparias para forração em batik e tinturaria para empresas como “Arte Nativa Aplicada” e “Empório Beraldin”. A partir de 2001 inicia sua produção de murais de seda estampadas em batik e adire africano. Viajando por diversos países, pesquisou processos autóctones de estamparia da África Ocidental, Índia e Indonésia. Atua como multiplicador dessas técnicas históricas de tingimento, assim como pesquisador da história do pattern em diversos momentos e culturas.

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